Pular para o conteúdo principal

Bons prenúncios traz a lei de Igualdade Salarial assinada por Obama

Por Edneide Arruda

A mídia noticia hoje, que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou nesta quinta-feira, a lei de Igualdade Salarial - aprovada pelo Congresso na semana passada - que facilitará os processos judiciais em casos de discriminação sobre salários relacionados à idade, sexo, raça, religião ou país de origem. Veja matéria aqui. http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL977632-5602,00-OBAMA+ASSINA+LEI+QUE+BUSCA+IGUALDADE+SALARIAL+ENTRE+HOMENS+E+MULHERES.html

Em ato midiático e permeado de simbolismo, a lei norteamericana foi assinada com a presença Lilly Ledbetter, ex-supervisora da empresa de pneus Goodyear Tire and Rubber Company em Gadsden, no Alabama, que só pouco antes de se aposentar, ficou sabendo que, durante 15 anos, a empresa pagou a ela 40% menos que aos homens, pelo mesmo tipo de trabalho executado. Ela entrou com um processo na Justiça e ganhou, mas a Suprema Corte americana rejeitou a ação, alegando sua demora na apresentação da queixa.

Não bastasse o fato de ser a primeira lei que Barack Obama assina, desde que assumiu o cargo, o fato reveste-se de significância maior para as mulheres trabalhadoras de todo o mundo, que, há décadas, reivindicam a igualdade de salários entre homens e mulheres; ou seja, o direito de receberem salário agual ao dos homens desde desempenhem as mesmas funções que eles e que tenham o mesmo grau de qualificação.

No Brasil, o estudo 'Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça - 3ª edição', divulgado em dezembro de 2008, pelo pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), referentes a 2006, revela que serão necessários 87 anos para igualar salários de homens e mulheres. Veja aqui http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/destaque/Pesquisa_Retrato_das_Desigualdades.pdf, a pesquisa que traça um perfil das desigualdades, a partir das variáveis gênero e raça, e que evidencia a falta de uma política mais efetiva para gerar igualdade de gênero no país.

Pior ainda são estudos do BNDES, que mostram que a desigualdade salarial entre homens e mulheres no Brasil, só serão igualados em 2081, caso o país mantenha o mesmo ritmo de evolução registrado nos últimos 10 anos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A mídia insiste que menos mulheres foram eleitas

Por Edneide Arruda Quem acompanha a cobertura jornalística do resultado das eleições municipais deste domingo, no Brasil, quando novos prefeitos e prefeitas foram escolhidos, recebe uma notícia errada: a mídia trabalha com o discurso de que o percentual de mulheres eleitas em 05 de outubro, para administrar cidades pelo país a fora, não aumentou. Um discurso fora de sintonia com a realidade. Em entrevista que concedeu à imprensa, após as eleições, o presidente Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, afirmou que o número de mulheres eleitas para o cargo de prefeita aumentou em 2008: as mulheres passarão a ocupar 9,16% dos cargos municipais. Também segundo o presidente do TSE, as mulheres prefeitas eram 7,32% em 2004 e 5,72% em 2000. Á mídia cabe tão-somente o papel de divulgar o resultado eleitoral. Mas, confundindo a audiência, a mídia trabalha com um discurso desestimulante: o de que o resultado das eleções não atinge os 30% exigidos dos partidos. Neste caso, confunde ...
Por Edneide Arruda Veículos de comunicação do país publicaram no dia 16 de setembro do corrente, matérias em que noticiam que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, se emocionou em cerimônia, em Belo Horizonte, em que foram homenageadas vítimas do regime militar (1964-1984). Acessem os sites, vejam os conteúdos e opinem. ============================================================ O Estado de S. Paulo http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac242667,0.htm O Globo http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/09/16/dilma_se_emociona_durante_homenagem_vitimas_da_ditadura-548242237.asp Jornal do Brasil http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/09/16/e160913858.html Último Segundo http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/03/11/dilma_se_emociona_durante_sessao_solene_no_congresso_1224493.html

A cada três dias um homoafetivo é assassinado no país

Por Edneide Arruda O Estado brasileiro não tem dados estatísticos sobre o total de homicídios que são praticados no país, quase diariamente, contra pessoas homoafetivas (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais). Entretanto qualquer jornal de cidade do interior, tem seu dia de muita fama, quando divulga tal notícia, e os dados extra-oficiais impressionam. De acordo com o grupo gay da Bahia, Arco Íris, um levantamento, feito em jornais impressos e on line do Estado, revelou que, somente em 2007, pelo menos 122 pessoas morreram pelo simples fato de serem homossexuais. São dados que mostram que, a cada três dias um uma pessoa lésbica, homossexual, travesti ou transexual é assassinada, barbaramente, sem que nenhuma punição seja imputada aos assassinos . A nova coordenadora da Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT (Gays, Lésbica, Bissexuais e Transexuais), no Congresso Nacional, senadora Fátima Cleide (PT), alertou aos presentes à I Conferência Nacional de LGBT, realizada neste ...