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HOMOFOBIA: Pesquisa revela que parcela da sociedade aprova punição

Por Edneide Arruda

Nada menos que 70% das 1.122 pessoas, residentes nas 27 capitais brasileiras, consultadas numa pesquisa realizada pelo DataSenado, se declararam favoráveis à aprovação do projeto (PLC 122/06) que tramita no Senado Federal, propondo a criminalização de práticas homofóbicas no Brasil. Apenas 26% dos entrevistados, se disseram contrários à propositura.

Se aprovado, o projeto - que já passou pela Câmara dos Deputados - pode dar origem à primeira lei federal que trata dos direitos dos homossexuais no país. Mas na "guerra dura" que ameaçam deflagrar contra o projeto, religiosos estão se manifestando diária e publicamente, por meio da mídia. Não só neste palanque eletrônico. Na última quarta-feira, em Brasília, cerca de dois mil evangélicos protestaram contra o projeto em frente ao Congresso Nacional, onde, no Senado, a maior expressão de ataques ao projeto vem de Magno Malta, senador pelo Estado do Espírito Santo.

Realizada, exatamente para avaliar a receptividade do projeto, a pesquisa revelou que a sociedade brasileira, pelo menos a parcela daquelas pessoas situadas na faixa etária entre 16 e 60 anos, e que percebem renda de dez ou mais salários mínimos, andam na frente dos fazedores de leis do país.

A pesquisa faz outra revelação importante: até mesmo entre religiosos entrevistados, 73% dos católicos se disseram concordantes com a proposta, enquanto que entre os evangélicos, 55% se manifestaram a favor da proposição.

Como explica a senadora Fátima Cleide(PT)/RO), relatora do PLC 122/06), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), a iniciativa altera a Lei 7.716/89, que define como crimes atos de preconceito de raça, etnia, gênero, sexo e orientação sexual.

Em tempo:
A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 16 de junho do corrente e usou como metodologia a consulta via telefone, num plano amostral de sistema de estratificação, que ponderou o local de residência e o sexo (46% do sexo masculino e 54% do feminino). A margem de erro é de 3% (para mais ou para menos) e o nível de confiança está estimado em 95%.

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