Pular para o conteúdo principal

Uma indenização exemplar muda a cena da violência

Por Edneide Arruda

Uma notícia alcançou o topo de praticamente todos os jornais - nacionais, regionais e sites - em tempo real - nos útimos dias: a de que o governo do Estado do Ceará pagou à biofarmacêutica cearense, Maria da Penha, uma indenização no valor de R$ 60 mil.

A cearense que dá nome à lei que endureceu as penas para quem pratica violência doméstica, ficou paraplégica em 1983, depois de ser baleada, nas costas, pelo ex-marido, o colombiano Marco Antonio Herredia Viveiros.

A indenização foi recomendada pela Organização dos Estados Americanos (OEA). Isso porque, para as cortes internacionais, houve uma violação dos diretos humanos. O órgão responsabilizou o Brasil pela demora de quase 20 anos no andamento do processo, movido contra o ex-marido de Maria da Penha, por prática de violência doméstica .

Em discurso, Maria da Penha disse que é impossível calcular o prejuízo causado a ela e sua família pelo disparo. Emocionada, Penha declarou que sua maior dor foi ter sido impedida de criar ou colocar no colo suas três filhas.

O fato indenizatório, representa, portanto, um exemplo; não pelo valor, mas pela decisão adotada, que muda, de forma histórica e sem precendentes, a cena de violência doméstica e sexista, que atinge mulheres em todo o país.




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Por Edneide Arruda Veículos de comunicação do país publicaram no dia 16 de setembro do corrente, matérias em que noticiam que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, se emocionou em cerimônia, em Belo Horizonte, em que foram homenageadas vítimas do regime militar (1964-1984). Acessem os sites, vejam os conteúdos e opinem. ============================================================ O Estado de S. Paulo http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac242667,0.htm O Globo http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/09/16/dilma_se_emociona_durante_homenagem_vitimas_da_ditadura-548242237.asp Jornal do Brasil http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/09/16/e160913858.html Último Segundo http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/03/11/dilma_se_emociona_durante_sessao_solene_no_congresso_1224493.html

A cada três dias um homoafetivo é assassinado no país

Por Edneide Arruda O Estado brasileiro não tem dados estatísticos sobre o total de homicídios que são praticados no país, quase diariamente, contra pessoas homoafetivas (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais). Entretanto qualquer jornal de cidade do interior, tem seu dia de muita fama, quando divulga tal notícia, e os dados extra-oficiais impressionam. De acordo com o grupo gay da Bahia, Arco Íris, um levantamento, feito em jornais impressos e on line do Estado, revelou que, somente em 2007, pelo menos 122 pessoas morreram pelo simples fato de serem homossexuais. São dados que mostram que, a cada três dias um uma pessoa lésbica, homossexual, travesti ou transexual é assassinada, barbaramente, sem que nenhuma punição seja imputada aos assassinos . A nova coordenadora da Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT (Gays, Lésbica, Bissexuais e Transexuais), no Congresso Nacional, senadora Fátima Cleide (PT), alertou aos presentes à I Conferência Nacional de LGBT, realizada neste ...

Em dois anos, Lei Maria da Penha muda sociedade

Por Edneide Arruda Em entrevista concedida hoje (06), a emissoras de rádio de todo o país, a partir dos estúdios da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília, a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, registrou a passagem dos dois anos de vigência da Lei Maria da Penha. A ministra afirmou que o Brasil está mudando e a sociedade está menos tolerante com a violência contra a mulher. Segundo Freire, “a grande comemoração é a incorporação e a apropriação pela sociedade, de uma nova regra. A grande comemoração é que hoje, no Brasil, todo mundo sabe que existe uma lei e que não se pode mais agredir as mulheres, não se pode mais exercer este poder sobre as mulheres, e que, com a lei, nós podemos discutir na sociedade, as conseqüências da violência contra a mulher." (...) que "não se restringem àquela mulher que está sendo vitimada, mas elas se espalham para toda a família e para toda a comunidade.”, afirmou. Em resposta a um âncora de rád...