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DVD “Por uma vida sem violência” é lançado hoje em São Paulo

Por Edneide Arruda A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, da Presidência da República (SPM/PR) e o Fórum Feminista de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres/SP lançam, nesta quarta-feira, no auditório Prof. Dr. João Yunes, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo, o DVD “Por uma vida sem violência – ao vivo”. Trata-se da reprodução do ato show realizado no Canecão (RJ), em novembro passado, dentro dos eventos da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, que comemorou a passagem do primeiro ano de vigência da - já conhecida - Lei Maria da Penha http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm . Artistas como Alcione, Elba Ramalho, Elisa Lucinda, Lenine, Margareth Menezes e Renata Sorrah, entre outras, colocaram seu talento à disposição de um protesto público e artístico, contra a violência doméstica e familiar, vivenciada por milhares de mulheres brasileiras. No lançamento será ap...

Para as mulheres, a mídia não representa a diversidade

Por Edneide Arruda Como parte das atividades alusivas ao Dia Internacional da Mulher, o governo federal lançou no dia 5 de março, o II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres ( http://200.130.7.5/spmu/docs/II_PNPM.pdf >), que traz um novo eixo: comunicação e cultura. Esse eixo foi aprovado por mais de duas mil mulheres que participaram da II Conferência Nacional das Mulheres, realizada em agosto de 2007, em Brasília. Segundo o Plano Nacional, a mídia, com destaque para a televisão, exerce um papel fundamental e estratégico no processo de desenvolvimento de outros eixos de políticas públicas, traçados para as mulheres. De acordo com grupos de mulheres, de todas as regiões do país, que discutiram o papel da mídia, as políticas necessárias à saúde, educação, cultura, combate à violência e à discriminação, e para a ampliação do espaço político da mulher poderiam avançar, se a televisão representasse a diversidade e a pluralidade da sociedade brasileira.

Imagem da mulher na mídia é tema de seminário

Por Edneide Arruda A ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), se reuniu este mês, em Brasília, com representantes da Articulação Mulher e Mídia, para organizar, para maio próximo, um seminário nacional, sobre o controle social da imagem da mulher na mídia. Com esse seminário, a Articulação e a SPM darão início a um processo de construção, no movimento feminista, de uma rede que terá a função de monitorar os meios de comunicação. Assim, as mulheres assumem, claramente, a luta por outra mídia no Brasil que democratize os meios de comunicação e que tenha um controle social sobre ela. As mulheres querem assumir o monitoramento ao conteúdo veiculado pelos meios de comunicação no país, principalmente, a televisão, com base numa avaliação de que a maioria das mulheres brasileiras não se reconhece na TV. Essa TV que banaliza o sexo e a violência, que trata como naturais a fragilidade e a subalternidade, e que reforça a maternidade e o casamento como ú...

Benefício à mulher estuprada? Seria um crime de Estado

Notícia publicada pela Agência Estado, neste domingo (16), informa que o novo presidente da Comissão de Seguridade, da Câmara Distrital, Jofran Frejat(PR-DF), garante que vai desenterrar um projeto sobre legalização do aborto, que tramita há 16 anos na Casa. Para além de polêmico, este assunto acirra ânimos. Mas o parlamentar Frejat não está interessado em fomentar esse debate, mas sim, de olho na discussão de outro projeto que, também garante, vai pôr em pauta: o que prevê pagamento de um salário mínimo, durante 18 anos, à mulher vítima de estupro, que decidir ter o filho. Médico e ex-secretário de saúde do DF, Frejat não tornou pública sua posição sobre ambos os projetos. Mas o relator deste último, deputado José Linhares(PP-CE), contrário ao aborto, já se mostrou favorável à ajuda financeira a ser paga pelo Estado à mulher que sofrer violência sexual e decidir seguir com a gravidez. Quer dizer que legalizar o aborto não pode. Mas legalizar o crime contra a mulher pode. Sim, porque,...

Por um observatório sobre a imagem da mulher na mídia

Por Edneide Arruda A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) deve lançar em breve, um edital, fomentando o desenvolvimento de um Observatório da Imagem da Mulher na Mídia, nos moldes do Observatório da Lei Maria da Penha. A missão do observatório sobre a imagem da mulher nos meios de comunicação será árdua, mas não é fora de propósito e vem bem a tempo. Recentemente, uma página na Internet fazia apologia explícita à violência sexista, com a seguinte descrição: "comunidade pra você que já espancou uma vadia atrevida ou só deu um tapão ou até um soco na cara". A página, "Eu já espanquei uma mulher" saiu do ar, graças a gestões feitas pela SPM junto à Polícia Federal. Inconstitucional, a página tinha, aliás, um fórum de discussão que, entre outros absurdos, dizia: "qual é o método de espancamento? tem que espancar mesmo, vadia não é ser humano". Os signatários desta manifestação deliberada de violência sexista são beneficiados pelo poder d...

A conquista de Maria da Penha é de toda as mulheres

Por Edneide Arruda Ao registrar a passagem do Dia Internacional da Mulher, fiz aqui, uma afirmação que pode ser contestada, dependendo de cada visão político-ideológica. Disse que as mulheres brasileiras comemoravam este 8 de Março, com muitas conquistas importantes, para a luta histórica de todas nós. Hoje, abro a internet e me deparo com uma destas conquistas - clique aqui e leia http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1303200826.htm . A indenização, na ordem de R$ 60 mil, que a cearense Maria da Penha - a mulher que virou símbolo da luta das mulheres contra a violência doméstica - enfim, receberá do governo do Ceará, conforme anúncio feito ontem, pelo Estado. O reparo veio com sete anos de atraso, mas a mulher cuja saga deu o nome à lei que pune com mais rigor os agressores de mulheres, conquistou, não um valor financeiro, mas o reconhecimento pelo Estado, da falha que cometeu a uma cidadã, ao não garantir, quando advertido, sua integridade física. A própria chefe da Defensoria ...

Cenas do 8 de Março

Por Edneide Arruda Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, comemorado no Brasil a partir de 1975, resolvi sair por aí, observando o ambiente social. As cenas que vi, me fizeram sentir como se estivesse no tempo do matriarcado, descrito pela feminista Rose Marie Muraro, como sendo o período da história humana, no qual as mulheres tinham um grande poder de decisão e realização. Neste dia "em que a terra parou", as mulheres foram as estrelas, e até parecia que havia muita diferença entre elas e os homens. Sim, diferenças ao contrário do que vemos cotidianamente. Neste dia, a elas, tudo. Já a eles, coitados! Nada. No prédio onde moro, o porteiro distribuiu flores às moradoras, lembrando a passagem do Dia Internacional da Mulher, mesmo que pouco ou nada soubesse dizer a respeito desta data. Ou seja, que os movimentos feministas e de mulheres de todo o mundo relembram neste dia, as 129 mulheres que foram barbaramente assassinadas, em 1857 (polêmica à parte, sobre essa data),...