Pular para o conteúdo principal

Por um observatório sobre a imagem da mulher na mídia

Por Edneide Arruda

A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) deve lançar em breve, um edital, fomentando o desenvolvimento de um Observatório da Imagem da Mulher na Mídia, nos moldes do Observatório da Lei Maria da Penha. A missão do observatório sobre a imagem da mulher nos meios de comunicação será árdua, mas não é fora de propósito e vem bem a tempo.

Recentemente, uma página na Internet fazia apologia explícita à violência sexista, com a seguinte descrição: "comunidade pra você que já espancou uma vadia atrevida ou só deu um tapão ou até um soco na cara".

A página, "Eu já espanquei uma mulher" saiu do ar, graças a gestões feitas pela SPM junto à Polícia Federal. Inconstitucional, a página tinha, aliás, um fórum de discussão que, entre outros absurdos, dizia: "qual é o método de espancamento? tem que espancar mesmo, vadia não é ser humano".

Os signatários desta manifestação deliberada de violência sexista são beneficiados pelo poder das novas tecnologias. Mas, certamente, não estarão livres dos artigos 286, 287 e 288, do Código Penal, que tratam dos crimes contra a paz pública e a incitação ao crime. Eles também serão alvo da Lei Maria da Penha, que é, inegavelmente, uma conquista de todas as mulheres.


Com a nova mídia proporcionando a cada pessoa, o direito de observar o mundo e até de ser jornalista dos fatos que presenciar, cabe a todas às mulheres denunciarem absurdos como os acima mencionados.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Em dois anos, Lei Maria da Penha muda sociedade

Por Edneide Arruda Em entrevista concedida hoje (06), a emissoras de rádio de todo o país, a partir dos estúdios da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília, a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, registrou a passagem dos dois anos de vigência da Lei Maria da Penha. A ministra afirmou que o Brasil está mudando e a sociedade está menos tolerante com a violência contra a mulher. Segundo Freire, “a grande comemoração é a incorporação e a apropriação pela sociedade, de uma nova regra. A grande comemoração é que hoje, no Brasil, todo mundo sabe que existe uma lei e que não se pode mais agredir as mulheres, não se pode mais exercer este poder sobre as mulheres, e que, com a lei, nós podemos discutir na sociedade, as conseqüências da violência contra a mulher." (...) que "não se restringem àquela mulher que está sendo vitimada, mas elas se espalham para toda a família e para toda a comunidade.”, afirmou. Em resposta a um âncora de rád...

A causa e o cargo

Por Edneide Arruda No discurso que proferiu hoje, marcando sua volta ao Senado, a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva(PT/AC), justificou sua decisão de entregar uma carta, renunciando ao cargo, com uma frase, que externa sua compreensão sobre os espaços de poder: “A causa é maior do que o cargo, e o cargo deve estar a serviço da causa, inclusive, para ser disponibilizado, se a sua disponibilização leva ao fortalecimento da causa”.

Governo brasileiro assina convênio que cria DEAMS no Haiti

Por Edneide Arruda A condição da mulher é universal e a solideriedade a todas as mulheres do planeta não pode ter fronteiras. Assim age a Secretaria Especial de Políticas paras as Mulheres. Na última visita do Presidente Lula ao Haiti, a ministra Nilcéa Freire, das Mulheres, que compunhava a comitiva brasileira, assinou convênio, para a implantação de cinco delegacias dos direitos da mulher no país. Isso porque, no Haiti é muito alto o índice de violência doméstica e de estupros. Ainda assim, muito há de ser feito pelas mulheres haitianas. Basta imaginar que que um Estado pequeno com Rondônia, tem sete demelgacias de mulheres. Naquele país, além de delegacias precisa-se de atendimento integral à saúde delas, e a garantia dos direitos reprodutivos.