Pular para o conteúdo principal

Por um observatório sobre a imagem da mulher na mídia

Por Edneide Arruda

A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) deve lançar em breve, um edital, fomentando o desenvolvimento de um Observatório da Imagem da Mulher na Mídia, nos moldes do Observatório da Lei Maria da Penha. A missão do observatório sobre a imagem da mulher nos meios de comunicação será árdua, mas não é fora de propósito e vem bem a tempo.

Recentemente, uma página na Internet fazia apologia explícita à violência sexista, com a seguinte descrição: "comunidade pra você que já espancou uma vadia atrevida ou só deu um tapão ou até um soco na cara".

A página, "Eu já espanquei uma mulher" saiu do ar, graças a gestões feitas pela SPM junto à Polícia Federal. Inconstitucional, a página tinha, aliás, um fórum de discussão que, entre outros absurdos, dizia: "qual é o método de espancamento? tem que espancar mesmo, vadia não é ser humano".

Os signatários desta manifestação deliberada de violência sexista são beneficiados pelo poder das novas tecnologias. Mas, certamente, não estarão livres dos artigos 286, 287 e 288, do Código Penal, que tratam dos crimes contra a paz pública e a incitação ao crime. Eles também serão alvo da Lei Maria da Penha, que é, inegavelmente, uma conquista de todas as mulheres.


Com a nova mídia proporcionando a cada pessoa, o direito de observar o mundo e até de ser jornalista dos fatos que presenciar, cabe a todas às mulheres denunciarem absurdos como os acima mencionados.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A mídia insiste que menos mulheres foram eleitas

Por Edneide Arruda Quem acompanha a cobertura jornalística do resultado das eleições municipais deste domingo, no Brasil, quando novos prefeitos e prefeitas foram escolhidos, recebe uma notícia errada: a mídia trabalha com o discurso de que o percentual de mulheres eleitas em 05 de outubro, para administrar cidades pelo país a fora, não aumentou. Um discurso fora de sintonia com a realidade. Em entrevista que concedeu à imprensa, após as eleições, o presidente Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, afirmou que o número de mulheres eleitas para o cargo de prefeita aumentou em 2008: as mulheres passarão a ocupar 9,16% dos cargos municipais. Também segundo o presidente do TSE, as mulheres prefeitas eram 7,32% em 2004 e 5,72% em 2000. Á mídia cabe tão-somente o papel de divulgar o resultado eleitoral. Mas, confundindo a audiência, a mídia trabalha com um discurso desestimulante: o de que o resultado das eleções não atinge os 30% exigidos dos partidos. Neste caso, confunde ...
Por Edneide Arruda Veículos de comunicação do país publicaram no dia 16 de setembro do corrente, matérias em que noticiam que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, se emocionou em cerimônia, em Belo Horizonte, em que foram homenageadas vítimas do regime militar (1964-1984). Acessem os sites, vejam os conteúdos e opinem. ============================================================ O Estado de S. Paulo http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac242667,0.htm O Globo http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/09/16/dilma_se_emociona_durante_homenagem_vitimas_da_ditadura-548242237.asp Jornal do Brasil http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/09/16/e160913858.html Último Segundo http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/03/11/dilma_se_emociona_durante_sessao_solene_no_congresso_1224493.html

A cada três dias um homoafetivo é assassinado no país

Por Edneide Arruda O Estado brasileiro não tem dados estatísticos sobre o total de homicídios que são praticados no país, quase diariamente, contra pessoas homoafetivas (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais). Entretanto qualquer jornal de cidade do interior, tem seu dia de muita fama, quando divulga tal notícia, e os dados extra-oficiais impressionam. De acordo com o grupo gay da Bahia, Arco Íris, um levantamento, feito em jornais impressos e on line do Estado, revelou que, somente em 2007, pelo menos 122 pessoas morreram pelo simples fato de serem homossexuais. São dados que mostram que, a cada três dias um uma pessoa lésbica, homossexual, travesti ou transexual é assassinada, barbaramente, sem que nenhuma punição seja imputada aos assassinos . A nova coordenadora da Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT (Gays, Lésbica, Bissexuais e Transexuais), no Congresso Nacional, senadora Fátima Cleide (PT), alertou aos presentes à I Conferência Nacional de LGBT, realizada neste ...