Pular para o conteúdo principal

Benefício à mulher estuprada? Seria um crime de Estado

Notícia publicada pela Agência Estado, neste domingo (16), informa que o novo presidente da Comissão de Seguridade, da Câmara Distrital, Jofran Frejat(PR-DF), garante que vai desenterrar um projeto sobre legalização do aborto, que tramita há 16 anos na Casa.

Para além de polêmico, este assunto acirra ânimos. Mas o parlamentar Frejat não está interessado em fomentar esse debate, mas sim, de olho na discussão de outro projeto que, também garante, vai pôr em pauta: o que prevê pagamento de um salário mínimo, durante 18 anos, à mulher vítima de estupro, que decidir ter o filho.

Médico e ex-secretário de saúde do DF, Frejat não tornou pública sua posição sobre ambos os projetos. Mas o relator deste último, deputado José Linhares(PP-CE), contrário ao aborto, já se mostrou favorável à ajuda financeira a ser paga pelo Estado à mulher que sofrer violência sexual e decidir seguir com a gravidez.
Quer dizer que legalizar o aborto não pode. Mas legalizar o crime contra a mulher pode. Sim, porque, além de querer colocar sob a responsabilidade do Estado, o prejuízo do estupro, o parlamentar também pretende presentear o estuprador com a garantia da impunidade.

Feministas favoráveis à legalização do aborto apelidaram a esdrúxula proposta de benefício à vítima de estupro, de "bolsa estupro".
Na verdade, seria apenas cômica, não fosse também trágica, a proposta do parlamentar, de legislar sobre a dor e o corpo alheios.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Em dois anos, Lei Maria da Penha muda sociedade

Por Edneide Arruda Em entrevista concedida hoje (06), a emissoras de rádio de todo o país, a partir dos estúdios da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília, a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, registrou a passagem dos dois anos de vigência da Lei Maria da Penha. A ministra afirmou que o Brasil está mudando e a sociedade está menos tolerante com a violência contra a mulher. Segundo Freire, “a grande comemoração é a incorporação e a apropriação pela sociedade, de uma nova regra. A grande comemoração é que hoje, no Brasil, todo mundo sabe que existe uma lei e que não se pode mais agredir as mulheres, não se pode mais exercer este poder sobre as mulheres, e que, com a lei, nós podemos discutir na sociedade, as conseqüências da violência contra a mulher." (...) que "não se restringem àquela mulher que está sendo vitimada, mas elas se espalham para toda a família e para toda a comunidade.”, afirmou. Em resposta a um âncora de rád...

A causa e o cargo

Por Edneide Arruda No discurso que proferiu hoje, marcando sua volta ao Senado, a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva(PT/AC), justificou sua decisão de entregar uma carta, renunciando ao cargo, com uma frase, que externa sua compreensão sobre os espaços de poder: “A causa é maior do que o cargo, e o cargo deve estar a serviço da causa, inclusive, para ser disponibilizado, se a sua disponibilização leva ao fortalecimento da causa”.

Governo brasileiro assina convênio que cria DEAMS no Haiti

Por Edneide Arruda A condição da mulher é universal e a solideriedade a todas as mulheres do planeta não pode ter fronteiras. Assim age a Secretaria Especial de Políticas paras as Mulheres. Na última visita do Presidente Lula ao Haiti, a ministra Nilcéa Freire, das Mulheres, que compunhava a comitiva brasileira, assinou convênio, para a implantação de cinco delegacias dos direitos da mulher no país. Isso porque, no Haiti é muito alto o índice de violência doméstica e de estupros. Ainda assim, muito há de ser feito pelas mulheres haitianas. Basta imaginar que que um Estado pequeno com Rondônia, tem sete demelgacias de mulheres. Naquele país, além de delegacias precisa-se de atendimento integral à saúde delas, e a garantia dos direitos reprodutivos.