Pular para o conteúdo principal

TV Brasil oferece um "Brasil Mulher"

Brasil Mulher. Este é o nome da programação de todo este mês de março, oferecida pela TV Brasil (http://www.tvbrasil.org.br/default_br.asp) aos telespectadores, marcando a passagem do dia 8 de Março, celebrizado como o Dia Internacional da Mulher.

Desde o dia 1 do corrente mês, a TV Brasil vem mostrando depoimentos de mulheres conhecidas e anônimas, sobre sua condição na sociedade, e divulgando produções cinematográficas - feitas por e sobre as mulheres.

É a primeira vez que vemos um conteúdo tão interessante fazer referência à data em que as mulheres são lembradas e que feministas consideram ser um dia de grande importância para a visibildiade das mulheres e de suas bandeiras. Uma iniciativa, portanto, que enfrenta a mediocridade mercadológica da televisão brasilieira, que, não raro, costuma marcar a passagem do 8 de Março, apenas com convites ao consumismo.
Polêmicas

A origem do Dia Internacional da Mulher abriga polêmicas tanto sobre datas quanto significação. Porém, há mais aceitação a versão de que o 8 de Março visa fazer referência às 129 operárias mortas num incêndio, ocorrido em 1857, numa fábrica de tecidos Cotton, em Nova Iorque.

Elas haviam organizado uma paralisação - a primeira greve norte-americana conduzida unicamente por mulheres - pelo direito a uma jornada de 10 horas.

Frente à violência patronal, elas se refugiaram na fábrica e, no dia 8 de março de 1857, os patrões e a polícia trancaram as portas da fábrica e atearam fogo no prédio. Outras datas e motivações que explicam a existência do 8 de Março, também seguem valendo até que chegue-se a um acordo histórico.

Há consenso, ao fato de que a existência do Dia Internacional da Mulher deve-se à alemã Clara Zetkin(1857-1933), integrante do Partido Comunista Alemão e fundadora da revista Igualdade(1891-1907), que propôs a criação deste dia, em 1910, quando participava do II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas, realizado em Copenhagem, na Dinamarca.

No ano seguinte, na Europa, mais de um milhão de mulheres saíram às ruas se manifestando e, a partir daí, a data passou a ser comemorada em todo o mundo.

No Brasil, o Dia Internacional da Mulher passou a ser comemorado a partir de 1975. Mas o regime militar (1964-1984) proibiu a comemoração desse dia. Hoje, as mulheres brasileiras, que também lutaram pela redemocratização do país, comemoram não apenas essa data, como também outras conquistas, dos últimos 15 anos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A mídia insiste que menos mulheres foram eleitas

Por Edneide Arruda Quem acompanha a cobertura jornalística do resultado das eleições municipais deste domingo, no Brasil, quando novos prefeitos e prefeitas foram escolhidos, recebe uma notícia errada: a mídia trabalha com o discurso de que o percentual de mulheres eleitas em 05 de outubro, para administrar cidades pelo país a fora, não aumentou. Um discurso fora de sintonia com a realidade. Em entrevista que concedeu à imprensa, após as eleições, o presidente Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, afirmou que o número de mulheres eleitas para o cargo de prefeita aumentou em 2008: as mulheres passarão a ocupar 9,16% dos cargos municipais. Também segundo o presidente do TSE, as mulheres prefeitas eram 7,32% em 2004 e 5,72% em 2000. Á mídia cabe tão-somente o papel de divulgar o resultado eleitoral. Mas, confundindo a audiência, a mídia trabalha com um discurso desestimulante: o de que o resultado das eleções não atinge os 30% exigidos dos partidos. Neste caso, confunde ...
Por Edneide Arruda Veículos de comunicação do país publicaram no dia 16 de setembro do corrente, matérias em que noticiam que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, se emocionou em cerimônia, em Belo Horizonte, em que foram homenageadas vítimas do regime militar (1964-1984). Acessem os sites, vejam os conteúdos e opinem. ============================================================ O Estado de S. Paulo http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac242667,0.htm O Globo http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/09/16/dilma_se_emociona_durante_homenagem_vitimas_da_ditadura-548242237.asp Jornal do Brasil http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/09/16/e160913858.html Último Segundo http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/03/11/dilma_se_emociona_durante_sessao_solene_no_congresso_1224493.html

A cada três dias um homoafetivo é assassinado no país

Por Edneide Arruda O Estado brasileiro não tem dados estatísticos sobre o total de homicídios que são praticados no país, quase diariamente, contra pessoas homoafetivas (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais). Entretanto qualquer jornal de cidade do interior, tem seu dia de muita fama, quando divulga tal notícia, e os dados extra-oficiais impressionam. De acordo com o grupo gay da Bahia, Arco Íris, um levantamento, feito em jornais impressos e on line do Estado, revelou que, somente em 2007, pelo menos 122 pessoas morreram pelo simples fato de serem homossexuais. São dados que mostram que, a cada três dias um uma pessoa lésbica, homossexual, travesti ou transexual é assassinada, barbaramente, sem que nenhuma punição seja imputada aos assassinos . A nova coordenadora da Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT (Gays, Lésbica, Bissexuais e Transexuais), no Congresso Nacional, senadora Fátima Cleide (PT), alertou aos presentes à I Conferência Nacional de LGBT, realizada neste ...